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Origens

Constantino era rei de uma pequena região da Inglaterra chamada Cornualha. Sabe-se que faleceu no ano 598. Casou-se com a princesa da Bretanha e ampliou seu reino. Passou a amar sua esposa com a convivência e tiveram filhos. Ele, porém, não deixou a vida mundana e devassa.

Governante cruel

Constantino não foi um bom governante. Até experimentar a conversão, cometeu sacrilégios (pecados graves contra a religião e o sagrado) e até mesmo assassinatos. Para se ver livre de cobranças por causa de sua vida devassa, ele decidiu se divorciar da esposa. Assim, ele viveu ainda vários anos de vida desregrada, mundana, mergulhado em crimes e muitos pecados.

Um choque e a conversão

Tudo “parecia” bem em sua vida, até que sua ex-esposa veio a falecer. Tal morte tocou profundamente o coração de Constantino. O choque levou o rei a tomar consciência de que tudo nessa vida passa e que tudo não passa de vaidade. A graça de Deus finalmente tocou seu coração e ele decidiu mudar de vida.

Abrindo mão do trono

O primeiro ato de Constantino depois do choque de realidade que viveu foi abrir mão do trono e entrega-lo a seu filho. Depois disso, tornou-se catecúmeno (pessoa que se prepara para ser batizado) e recebeu o batismo. Em seguida decidiu viver no isolamento, no mosteiro de São Mócuda, que ficava na Irlanda. Lá, trabalhou durante sete anos. Fazia questão de executar as tarefas mais duras e difíceis, os trabalhos mais forçados, no silêncio absoluto. 

Discípulo de um santo

Nesse tempo, São Columbano estava na mesma região como missionário evangelizador. Constantino juntou-se a ele e passou a ser seu discípulo fiel. Acompanhando seu discípulo, Columbano percebeu que Constantino poderia se tornar sacerdote e os dois trabalharam neste sentido. Depois de um tempo, Constantino foi ordenado padre e partiu como missionário evangelizador juntamente com seu mestre Columbano.

Coragem de um rei e líder

Como missionário, o padre Constantino revelou toda a coragem e espírito de liderança que tinha adquirido como rei e usou essas qualidades em favor da conversão de seu povo. Suas  atitudes, unindo sabedoria, caridade, bondade e coragem, iluminaram a vida de muitos que, ao verem seu exemplo, sentiam-se tocados e acabavam se convertendo. Sua presença foi uma luz no caminho de milhares de cristãos recém convertidos.

Ex-rei pobre e humilde

No tempo de São Constantino, a Inglaterra e a Irlanda já tinham recebido a fé cristã, graças à missão de São Patrício, que entregou sua vida por causa da pregação do Evangelho nas ilhas Britânicas. São Constantino, por sua vez, recebera a influência e os efeitos da missão deste grande santo, bem como a de seu orientador espiritual, Columbano. Por isso, usava um hábito simples e humilde, como todos os padres.

Missionário ardoroso

São Constantino lutou com bravura pelo cristianismo em seu país. Pregou, rezou, converteu milhares de pessoas. Fundou muitos conventos, construiu várias igrejas. Seu trabalho missionário foi bastante frutuoso. Em seu tempo, seu país, até então conhecido como "o país dos Pitti", passou a ser chamado de Escócia, declarando independência da Irlanda. São Constantino converteu grande parte da Escócia à fé cristã.

Martírio

A Escócia viria a se tornar um país católico. Porém, antes disso, São Constantino seria martirizado. Aconteceu quando ele pregava o Evangelho numa praça pública. A multidão o ouvia emocionada. Então, um praticante das religiões locais que não aceitou o Evangelho, atacou-o violentamente, decepando-lhe o braço direito. São Constantino sofreu uma hemorragia tão grave que sangrou até morrer. Antes disso, abençoou seus seguidores.

Faleceu no dia 11 de março de 598. São Constantino passou a ser o primeiro mártir da Escócia.

Culto

O culto a São Constantino espalhou-se rapidamente entre os cristãos anglo-saxões. Depois, atingiu a Europa e espalhou-se pelo mundo cristão, do Ocidente ao Oriente. A celebração de sua festa foi instituída para o dia de sua morte: 11 de março.

Oração a São Constantino da Escócia

“Senhor, por intercessão de São Constantino, dai-nos a graça do zelo espiritual, para que em tudo e sempre estejamos empenhados em buscar as riquezas celestiais. Amém. São Constantino, rogai por nós.”

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