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A devoção ao Agnus Dei

Origem

A devoção ao Agnus Dei existe desde o início da Igreja. Está escrita no Evangelho, desenhada nas catacumbas e, desde os primórdios, vem sendo usado como medalha, pingente, adereço e poderoso símbolo religioso cristão católico. Mas, por que esta devoção calou tão fundo no coração do povo cristão? Vamos compreender.

O que significa Agnus Dei?

Agnus Dei é uma expressão em Latim, que significa Cordeiro de Deus. Trata-se de uma devoção e de um dos ícones mais lindos da história da Igreja. Muitos, porém, perguntam “o que é ou quem é o Cordeiro de Deus?” O Cordeiro de Deus foi uma expressão usada por São João Batista para designar a pessoa de Jesus Cristo. Está no Evangelho de João 1, 29. Ao ver Jesus vindo em sua direção, João Batista tem uma revelação de Deus e exclama: "Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo." E é dessa revelação que nasce a devoção ao Agnus Dei.

O que significa o cordeiro?

Para compreender a profundidade desta devoção, precisamos compreender o que significava o cordeiro no mundo judaico, ao qual São João Batista e o próprio Jesus pertenciam. O cordeiro era o animal perfeito para os sacrifícios de expiação dos pecados, que eram oferecidos no templo de Jerusalém. Todo judeu fiel, quando podia, comprava um cordeiro sem manchas (isso era imprescindível) e oferecia no Templo. Um sacerdote era encarregado de pegar o cordeiro vivo, sacrificá-lo e oferecer o sangue e o corpo do animal num ritual de purificação. Ao final do sacrifício, o cordeiro era queimado e a fumaça que subia simbolizava o pedido de perdão a Deus. Este sacrifício tinha que ser repetido inúmeras vezes na vida dos fiéis.

Jesus, o Cordeiro que tira o pecado

Assim, quando São João Batista afirma que Jesus é o Cordeiro de Deus, ele está profetizando. Com efeito, Jesus assumiu o papel do Cordeiro, porém, de maneira muito mais elevada e definitiva. No sacrifício judaico, o cordeiro era passivo, ele era sacrificado. No sacrifício de Jesus, o Cordeiro de Deus é ativo. É Ele quem se oferece e se sacrifica, é Ele quem oferece o próprio sangue como sinal do perdão dos pecados, de salvação para todo aquele que crê. O sacrifício de Jesus foi oferecido uma vez por todas. Não precisa mais se repetir. Ele é, sim, sempre renovado e atualizado em toda Santa Missa. Sim. Na Missa, Jesus se oferece novamente e se consagra transformando o vinho e o pão em seu corpo e sangue. É o Agnus Dei, o Cordeiro de Deus renovando seu sacrifício por todos nós.

A mansidão do cordeiro

O Cordeiro tem um simbolismo especialíssimo na devoção ao Agnus Dei. Isso porque o cordeiro é um animal manso, humilde, inofensivo, pacífico e bondoso, como Jesus o é. O cordeiro é um animal que sofre em silêncio, não faz estardalhaço. Assim foi Jesus. Ele se sacrificou, derramou seu sangue por cada um de nós como demonstração de um amor infinito e, como diz o profete Isaías, “ele não abriu a boca”. E o sacrifício de Jesus acabou com a necessidade de sacrifícios de cordeiros, pois o próprio Filho de Deus veio e se sacrificou por nós de uma vez por todas.

A riqueza da devoção ao Agnus Dei

Por isso, a devoção ao Agnus Dei é a devoção da confiança e da entrega ao amor incondicional de Cristo. É saber: Jesus me ama e se entregou por mim! É, também, a devoção da mansidão, da paz, do oferecimento de si por amor, da bondade e da misericórdia. É, ainda, a devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus. Observe que na representação do Agnus Dei sempre tem uma marca de sangue que jorra do peito do Cordeiro, simbolizando o sangue que Jesus ofereceu por nós.

A proteção do Agnus Dei

O uso do piedoso do Agnus Dei, tanto como medalha, medalhão, pingente ou terçário, está associado à proteção contra os males, perigos e tentações desta vida. É preciso compreender, porém, que esta proteção se refere muito mais ao mundo espiritual e à salvação de nossas almas, do que o simples livramento de perigos temporais. A Devoção ao Agnus Dei deve nos enxer de amor e gratidão a Jesus, o Cordeiro de Deus, que se sacrificou e derramou seu sangue por nós, para demonstrar de maneira irrefutável que nos ama infinitamente. Este é o grande sentido da devoção ao Agnus Dei. Gratidão. Infinita gratidão a Jesus que tanto nos ama.

A resposta que devemos dar

Por fim, a devoção ao Agnus Dei e o uso de seus símbolos, como medalhas, pingentes, terçários, exige de nós uma resposta, uma contrapartida, que é o procurar conhecer a Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, e viver o que Ele ensinou, confiando que Ele nos dará todas as condições para isso.

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