Devoção a Santos

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A devoção a Nossa Senhora do Carmo

A devoção a Nossa Senhora do Carmo nasceu no século XIII, no monte Carmelo, em Israel. Nesse monte, onde o profeta Elias se recolheu em oração e teve uma experiência de Deus, um grupo de eremitas cristãos se reuniu para viver em comunidade. Ali eles começaram uma forma de vida que, tempos depois, se espalharia pelo mundo todo.

Por causa do lugar onde a devoção nasceu, os monges foram chamados de “carmelitas”. Ali eles construíram também uma pequena capela em honra a Nossa Senhora. Depois, a capela e a imagem da Virgem que ela abrigava passou a ser chamada de "Nossa Senhora do Carmo" ou “do Carmelo”.

Por causa da perseguição contra os cristãos, os carmelitas foram obrigados a fugir para a Europa. Porém, passaram a não ser aceitos até mesmo por algumas alas da Igreja. Por isso, no século XII, São Simão Stock, prior do Carmelo na Inglaterra, pedia insistentemente à Virgem do Carmo que ela intercedesse pela Ordem nascente, pois via nela a presença de Deus no mundo. Então, no dia 16 de julho, quando São Simão estava em oração, Nossa Senhora lhe apareceu e entregou o escapulário, pedindo que o santo divulgasse a devoção.

A partir de então, a Ordem foi reconhecida pela Igreja e a devoção se espalhou. Primeiro pela Europa, depois, pelo mundo todo. A devoção a Nossa Senhora do Carmo tem um de seus alicerces numa promessa da Virgem Maria a São Simão Stock. Ela disse, referindo-se ao escapulário: “Todo o que for revestido deste hábito será salvo”. É preciso entender que “vestir o escapulário, ou o hábito” significa, além do ato físico de usá-lo, ter a disposição do coração; crer naquilo que se faz, buscar a vida de oração, a conversão, o amor ao próximo e a caridade.

Faz parte da devoção entender o que é o escapulário. No início, ele era como um “avental” que se colocava sobre o hábito para usar durante o trabalho. Hoje, ele se tornou um cordão com uma pequena medalha, de pano ou metal, do Coração de Maria e outra do Sagrado Coração de Jesus. Uma delas fica no peito e a outra fica nas costas do devoto. Neste sentido, o escapulário de Nossa Senhora do Carmo tem também um sentido de proteção de quem o usa com devoção.

Ao longo da história vários papas falaram sobre o escapulário como símbolo de proteção e sinal de salvação. Pio XII, na bula de 11 de fevereiro de 1950, faz um convite ardoroso a todo fiel: “colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos. Entendido como veste Mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste; enquanto sacramental, extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam.”

Além disso, o Papa João XXIII fala do “Privilégio Sabatino”. Trata-se de uma promessa feita a todo aquele que usar o escapulário de Nossa Senhora do Carmo com devoção, com o desejo sincero de conversão e o espírito de oração e caridade: “ficar livre do purgatório no primeiro sábado após a morte.”

Assim, vemos que a devoção a Nossa Senhora do Carmo busca levar o devoto para o céu, para a vida eterna junto de Deus e da virgem Maria. Nossa Senhora do Carmo apresenta-se humilde, meiga e suave, como a brisa que o profeta Elias recebeu em seu rosto no monte Carmelo e o fez reconhecer a presença de Deus. Porém, apesar de sua simplicidade, carrega a força do amor, da santidade e da verdade. Que sejamos dóceis a esta santa devoção a Nossa senhora do Carmo.

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