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História de Frei Leão

Frei Leão nasceu em Wuppertal, Alemanha, em  21 de novembro de 1897. Ele veio jovem para o Brasil, onde realizou um apostolado incansável, ajudando principalmente os doentes e mais pobres. Criou várias instituições para amparo aos necessitados e era incansável no apostolado, levando os sacramentos e apresentando Cristo para as pessoas que o desconheciam.

Jovem missionário

Era filho de Henrique Hessling e de Elizabeth Hessling. Foi batizado como o nome de Érico Hessling. Estudou o primário na cidade de Essen.

Ainda jovem Érico sentiu o chamado para ser missionário no Brasil. Assim, entrou como seminarista no convento dos franciscanos.

Em 1912, com apenas 15 anos, viajou para o Brasil com mais 23 jovens alemães e poloneses. Érico foi para Blumenau, SC. Lá, cursou o ginásio e o colégio nos anos 1913 a 1918.

O nome Frei Leão

Em 1919 iniciou o noviciado franciscano. Foi nessa ocasião que Érico recebeu o nome de Frei Leão. Este nome foi homenagem a um grande companheiro de São Francisco de Assis. Érico queria muito ser como Frei Leão de Assis: um frei sacerdote humilde, caridoso e sincero.

Frei Leão rumo ao sacerdócio

Entre 1920 e 1922 Frei Leão fez a Faculdade de Filosofia em Curitiba, PR. Em 1923 foi para Petrópolis, RJ, para estudar Teologia. Por fim, em 10 de agosto de 1925 ele realizou seu sonho e foi ordenado sacerdote. Tinha, então, 27 anos. Sua primeira Missa foi celebrada na cidade de Amparo, SP.

Missionário incansável

Frei Leão foi transferido para Guaratinguetá, SP. Onde trabalhou até 1925. Depois foi transferido novamente para Santo Amaro da Imperatriz, SC. Lá permaneceu de 1926 a 1928. Frei Leão ia por todo o litoral catarinense no lombo de um burro, visitando os povoados e as capelas para pregar o Evangelho e ministrar os sacramentos ao povo que precisava.

A Solidão e as orações de Frei Galvão

Frei Leão passava muito tempo em solidão total enquanto viajava. Nestas viagens, ele procurava rezar e cantar, cultivando assim o trato com Deus, o otimismo e a alegria, tão característicos do carisma franciscano.

Febre amarela

Frei Leão visitava, atendia e rezava pelos doentes de febre amarela. Na época, esta doença fazia milhares de vítimas. Por causa de suas viagens pela mata, indo a povoados muito distantes, ele mesmo acabou se tornando uma das vitimas da febre amarela. Ele passou a ter febre quase todos os dias.

A vida de Frei Leão em Petrópolis, RJ

Por causa da febre amarela, Frei Leão foi transferido para Petrópolis, RJ, em 1929. Lá ele iria passar 33 anos de sua vida, até 1962. Sua grande missão em Petrópolis foi no bairro Alto da Serra. Lá, ele tornou-se o pároco da Igreja de Santo Antônio. Além disso, Frei Leão dava aulas de religião nas escolas da cidade, sempre procurando ensinar e ganhar almas para Cristo.

Frei Leão empreendedor

Em Petrópolis, Frei Leão teve a oportunidade de demonstrar seu grande espírito empreendedor. Ele movimentou a cidade e, com a ajuda a população, construiu um ambulatório para distribuição de remédios aos doentes pobres; aumentou a Escola Paroquial, que tinha 380 alunos; construiu a igreja do bairro do Indaiá, que hoje é uma bela paróquia dos frades capuchinhos. No bairro do Morin, com a mesma ajuda do povo, Frei Leão  construiu uma igreja e uma escola. No Morro do Turco, construiu também uma capela e uma escola. Na sua época, o Hospital Santa Tereza não comportava mais o número de doentes. Por isso, Frei Leão construiu um pavilhão junto a este hospital, colocando ä disposição da cidade mais 64 leitos.

Fama de santidade

Em Petrópolis, Frei Leão é nome de praça. Ele é também o franciscano mais lembrado desde a fundação do convento. Ele recebeu o título de Cidadão Petropolitano em setembro de 1957, dia do centenário da elevação de Petrópolis à categoria de município, com a doação da Medalha Koeler e a Cruz de Honra, pelos serviços prestados à cidade.

Transferido para São Paulo

No ano de 1962, Frei Leão foi transferido para a Paróquia de Santo Antônio do Pari em São Paulo. Ali ele foi capelão da Capela Nossa Senhora Aparecida. Depois foi capelão do Colégio Santa Teresinha do Menino Jesus. Junto a tudo isso, trabalhou na Paróquia de São João Batista, aonde ia todos os domingos ajudar o Monsenhor Espiridião Góes. Frei Leão celebrava casamentos e visitava vários doentes diariamente.

Frei Leão, um pregador e irmão de todos

Por onde Frei leão passou, todos observavam: seus sermões eram muito bem preparados, por escrito e continham argumentação sólida. Na convivência com os irmãos franciscanos, todos igualmente testemunhavam que Frei Leão era sempre muito alegre, prestativo e humilde. Um verdadeiro filho de São Francisco de Assis.

O padecimento de Frei Leão

Em 1970 Frei Leão foi visitar um doente em Guarulhos e não hesitou em atravessar a pé uma rua cheia de enxurrada. Nisso, ele contraiu uma enfermidade, que o fez ficar doente durante os últimos anos de sua vida. Por causa dessa doença, ele teve que amputar três dedos do pé e sofreu três cirurgias. Numa dessas cirurgias, teve algumas veias da perna substituídas por tubos de nylon. Tudo isso lhe causava dores insuportáveis que duraram anos. Frei Leão, porém, oferecia tudo pelo bem da Igreja e dos pobres. Por ter contraído tal doença quando ia atender um doente, ele é chamado de o Mártir do Apostolado.

A doença não o impediu de evangelizar

Frei Leão ficou seis anos numa cadeira de rodas. Mesmo assim, trabalhava recebendo pessoas em seu próprio quarto para confissões e aconselhamento. Nas horas vagas, ele fazia terços com suas próprias mãos. Chegou a fazer mais de dois mil. Além disso, de sua cadeira de rodas, Frei Leão conseguiu dezenas de caixotes de remédios e roupas, que ele enviava para várias regiões pobres do país e para vítimas de enchentes e de outras fatalidades.

Frei Leão é levado ao céu

Em 1976 surgiram graves complicações de sua doença. Após algumas internações ele percebeu que sua hora estava chegando e quis ficar no convento, assim foi se aproximando o momento de ver a Face de Deus. Frei Leão faleceu num domingo, em 31 de outubro de 1976, depois de ter recebido os sacramentos e ter sido assistido carinhosamente pelas irmãs do Hospital Santa Catarina e do capelão do hospital.

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