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Devoção a Santos

Devoção a Imaculado Coração de Maria

A devoção ao Imaculado Coração de Maria

A devoção ao Imaculado Coração de Maria é uma devoção reparadora. Significa que o Coração Imaculado da Mãe é ofendido, ferido, sofre e precisa de reparação. Esta reparação nós, seus filhos, podemos fazer, seguindo a devoção e aliviando o sofrimento de nossa Mãe Amorosa.

Essa devoção de reparação começou a ser revelada na segunda aparição da Virgem Maria, em em Fátima, Portugal, aos pequenos pastores: Lúcia, Francisco e Jacinta. Na Ocasião, Maria revelou a Lúcia: “Jesus quer estabelecer no mundo a devoção do meu Imaculado Coração”. Logo depois de ouvir isso, as crianças viram Nossa Senhora segurando um coração cercado de espinhos. Os pequenos compreenderam imediatamente que aquele era o Coração Imaculado de Maria, ofendido, ferido pelos pecados da humanidade, que necessitava de reparação.

Na aparição seguinte, 13 de julho, Nossa Senhora levou as crianças a uma visão do inferno. Elas viram os demônios e as almas dos condenados gritando e gemendo de dor e desespero. Depois a Mãe disse aos pastorinhos: “Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para salvá-las, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração”.

Sete anos mais tarde, em 10 de dezembro de 1925, a Santíssima Virgem revelou a Lùcia, que era postulante à vida religiosa, a devoção reparadora dos cinco primeiros sábados. Porém, Lúcia anunciou esta revelação somente dois anos mais tarde, obedecendo ordem de seu confessor, em dezembro de 1927. Então, o mundo tomou conhecimento das palavras de Nossa Senhora: 

“Olha, minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que, durante cinco meses, no primeiro sábado, confessarem-se, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço, e Me fizerem quinze minutos de companhia, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com o fim de me desagravar, Eu prometo assistir-lhes, na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas”.

A data da celebração ao Imaculado Coração de Maria

A festa litúrgica do Imaculado Coração de Maria acontece no sábado seguinte à solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Esta solenidade não tem dia fixo, pois é sempre celebrada na segunda sexta-feira depois da solenidade de Corpus Christi.

As origens da devoção ao Imaculado Coração de Maria

A devoção ao Imaculado Coração de Maria é tão antiga quanto o início da Igreja. Ela tem suas origens nas Sagradas Escrituras. No Evangelho segundo São Lucas 2, 19, lê-se: “Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração”.  Depois, em Lc 2, 51: “Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração”.

Ao longo dos Séculos, os santos padres, teólogos, místicos e santos cultivaram devoção amorosa ao Imaculado Coração de Maria. Apareceram na Igreja grandes devotos do dos Corações de Jesus e de Maria, como São Bernardo, Santa Brígida, Santa Gertrudes, São Bernardino de Sena e São João Eudes. São João Eudes tornou-se o maior apóstolo e divulgador da devoção ao Coração de Maria. Em 1648, foi ele quem obteve do Bispo de Autun, na França, a aprovação oficial para a celebração da festa.

Aos poucos a festa foi conquistando toda a Igreja. Em 1805, o Papa Pio VII autorizou a celebração às dioceses e às congregações religiosas que pediam. Em 1855, o Papa Pio IX aprovou Missa e Ofício do Imaculado Coração de Maria. Em 8 de dezembro de 1942, na festa litúrgica da Imaculada Conceição, o Papa Pio XII fez o ato de consagração da Igreja e de todo o gênero humano ao Coração Imaculado de Maria. Passados três anos, o mesmo Papa estendeu a celebração do Imaculado Coração de Maria a toda a Igreja Católica.

A consagração dos sábados e a devoção ao Imaculado Coração de Maria

A devoção dos primeiros sábados foi aprovada e encorajada pelo grande Papa São Pio X em 10 de julho de 1905. Em 13 de junho de 1912, o mesmo Papa concedeu o seguinte: “indulgência plenária, aplicável às almas dos defuntos, no primeiro sábado de cada mês, por todos aqueles que, nesse dia, se confessarem, comungarem, cumprirem exercícios particulares de devoção 

em honra da bem-aventurada Virgem Maria, em espírito de reparação”.

Reveladora coincidência de datas e de palavras

Cinco anos mais tarde, exatamente na mesma data, acontecia a “segunda aparição de Nossa Senhora em Fátima, na qual os três pastorinhos viram a primeira grande manifestação do Imaculado Coração de Maria, quando viram-no cercado de espinhos. As palavras usadas pelo Papa São Pio X são quase exatamente as mesmas do pedido de Nossa Senhora, principalmente no que diz respeito “à extrema importância da intenção reparadora, única capaz de afastar e apaziguar a cólera de Deus”.

Depois de conhecer um pouco desses fatos, percebemos que a Virgem Maria como que “respeitou” a ação do Papa Pio X e confirmou-a, dando um novo impulso à devoção dos primeiros sábados, unindo-a intimamente à devoção ao seu Imaculado Coração.

Por que cinco sábados?

Em 1930, o confessor de Irmã Lúcia, intrigado com a devoção dos cinco primeiros sábados, perguntou a ela: “Por que hão de ser ‘cinco sábados’ e não nove ou sete em honra das dores de Nossa Senhora?” A resposta só veio durante uma oração de Irmã Lúcia, em 1930. Na ocasião, o próprio Jesus revelou a ela o porquê da devoção dos cinco primeiros sábados:

“Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias contra o Imaculado Coração de Maria:

1 – As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;

2 – Contra a Sua virgindade;

3 – Contra a Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;
4 – Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;

5 – Os que a ultrajam diretamente nas suas sagradas imagens.

Eis, minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração de Maria Me levou a pedir essa pequena reparação; e, em atenção a ela, mover a minha misericórdia ao perdão para com essas almas que tiveram a desgraça de a ofender”.

Como se pratica a devoção dos cinco primeiros sábados

Foi a própria Virgem Maria quem ensinou a prática reparadora das ofensas ao seu Imaculado Coração. Para praticar perfeitamente essa devoção, devemos realizar quatro atos de piedade durante os cinco primeiros sábados de cinco meses seguidos. A intenção geral deve ser a de reparar nossos próprios pecados e os de toda a humanidade contra o Coração Imaculado de Maria. Os quatro atos de piedade são:

1 – Confissão:

Precisamos nos confessar de preferência no primeiro sábado. Caso não seja possível, podemos confessar com até oito dias ou mais de antecedência. Porém, é preciso estar em estado de graça no primeiro sábado do mês, para que seja possível fazer comunhão reparadora. Na confissão, é indispensável que haja a intenção de reparar as ofensas contra o Imaculado Coração de Maria. Essa intenção não precisa ser falada ao padre confessor, podendo ser colocada em espírito, diante de Deus, antes da confissão. Jesus disse à Irmã Lúcia que, se nos esquecermos da intenção reparadora, podemos colocá-la na confissão seguinte, aproveitando a primeira oportunidade que tivermos para nos confessar;

2 – O Terço:

A oração do Terço também está incorporada na devoção dos cinco primeiros sábados. Ele deve ser rezado na intenção clara da reparação do Imaculado Coração de Maria;

3 – Os 15 minutos de meditação dos mistérios do Rosário:

Nossa Senhora pede que façamos companhia a ela durante 15 minutos, pelo menos, meditando sobre os mistérios do Santo Rosário. Isso deve ser feito na intenção da reparação ao seu Imaculado Coração. Essa meditação não precisa, necessariamente, contemplar todos os 15 ou 20 mistérios do Rosário. Pode-se meditar somente um, dois, três ou mais mistérios. E pode-se meditá-los, também, conforme o tempo litúrgico. Por exemplo: no tempo do Advento, mistérios gozosos; na quaresma, os dolorosos, e assim por diante. O importante é a intenção de reparação e de fazer companhia a Nossa Senhora.

4 – A comunhão:

É um ato imprescindível da devoção reparadora ao Imaculado Coração de Maria. Por isso, o fiel precisa estar em estado de graça. Pode-se repetir a oração ensinada pelo Anjo da Guarda de Portugal, o Anjo da Paz, aos pastorinhos. Tal oração deve ser repetida seis vezes, sendo três vezes antes e outras três vezes depois da comunhão:

“Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido; e pelos méritos infinitos de seu Sacratíssimo Coração e do Imaculado Coração de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores.”

Toda essa ação reparadora, pode ser feita no domingo seguinte ao primeiro sábado, desde que seja por motivos justos e com a autorização de um padre.

Como vemos, a devoção ao Imaculado Coração de Maria visa, primeiramente, levar o fiel que a pratica a uma vida mais unida a Deus, à oração, aos sacramentos, à conversão. Maria sempre nos levará para o encontro com Deus, nunca a ela mesma. Ela quer a nossa salvação mais que tudo.

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