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História de Assunção de Nossa Senhora

O dogma da Assunção de Nossa Senhora

Era o ano de 1950. O papa Pio XII governava a Igreja, o mundo vivenciava os temores da Guerra Fria e, ao mesmo tempo, a empolgação de avanços tecnológicos como a popularização do cinema e da televisão. Também na ciência se vivia a efervescência causada pela descoberta do DNA ( ADN - Ácido Desoxirribonucleico), que resultou em grandes avanços. É nesse período, também, que o mundo assiste o início da corrida espacial entre os EUA e a URSS, com o homem subindo à lua pela primeira vez na história. Teria sido coincidência aquela proclamação solene feita por Pio XII, no primeiro dia do mês de novembro daquele ano, dizendo que Maria foi elevada aos céus em corpo e alma?

Tradição e devoção por trás da Assunção de Nossa Senhora

Apesar de ter sido oficialmente proclamada apenas 1950, como dogma, a fé e a tradição do povo de Deus já consagravam lugar especial a esta devoção particular sobre os últimos fatos da vida de Maria. São João Damasceno, por exemplo, que viveu entre 675 e 749, num cristianismo primitivo, fez de suas reflexões sobre Maria um ponto forte de sua teologia. Dentre os dogmas marianos que ajudou a fundar, estão o da Imaculada Conceição, a Maternidade Divina, a Virgindade perpétua e, por fim, a Assunção de Maria. Vários outros teólogos e patriarcas da igreja fazem referência a esta crença popular que era certamente muito antiga: a de que Maria subiu aos céus e de que seu corpo não estava entre os que sofrem o destino de serem sepultados e apodrecerem na terra. Tanto que nunca se ouviu falar que houvesse algum lugar onde se veneravam as relíquias do corpo da Virgem. Não existem escrituras que confirmem a morte de Maria - o fato é envolvido num véu de mistério, como todos os fatos que se referem a ela, aliás. O que os teólogos afirmam em consenso, baseados na fé do povo de Deus e na tradição, é que ela teria morrido sim e, imediatamente, teria sido ressuscitada, e logo após, teve seu corpo e alma elevados aos céus pelo poder de Deus. Por esta razão, a festa era conhecida também como "Dormição de Nossa Senhora".

Significados da Assunção de Nossa Senhora

Primeiramente, vamos definir o que é um dogma. Como esta palavra aparece algumas vezes neste artigo, julgamos necessário explorar seu significado, para enriquecer nossa compreensão. O dicionário online Priberam nos traz três definições: 1. Ponto fundamental e indiscutível de uma crença religiosa; 2. Princípio ou proposição evidente e indiscutível. = AXIOMA, MÁXIMA, PRECEITO; e 3. Opinião de uma autoridade que é aceita sem crítica ('dogmas', in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/dogmas [consultado em 31-05-2023]). A partir daí, fica fácil compreendermos que, toda vez que dizemos "dogma", estamos lidando com uma afirmação que tem estas características. A Assunção de Nossa Senhora é um dogma, e a forma de sua proclamação é a seguinte:

'Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial' (Pio XII, Munificentissimus Deus, 1º de novembro de 1950).

Para entendermos o significado desta proclamação, vamos tomar algumas partes dela e analisar as informações contidas na formulação que nos é proposta.

"que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência"

Significa que Maria recebeu de Deus graças especiais, por causa de seus planos de fazer dela a mãe de seu Filho encarnado. O dogma da Imaculada Conceição de Maria diz exatamente isso: ela foi preservada do pecado original desde seu primeiro momento de existência, sendo, portanto, cheia da graça santificante que falta aos homens em geral, como consequência do pecado original - graça que pode ser recebida por eles no batismo. Além desta, Maria recebe a graça de ser a mãe de Deus e, depois, de ser a primeira a ressuscitar e subir aos céus, para estar junto de seu Filho Jesus. Haveria muito mais a dizer sobre as obras de Deus em Maria: recomendamos um livro que trata de maneira bem simples deste assunto: As glórias de Maria, de Santo Afonso de Ligório. Continuemos analisando o dogma da Assunção de Nossa Senhora.

"para a honra de seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória de sua augusta mãe"

As palavras de São João Damasceno a respeito de Maria nos ajudam a compreender melhor este seu privilégio de não ter tido o corpo corrompido pela morte, como todos teremos que ter, por sermos pecadores, segundo a teologia católica: "Era necessário que aquela que, no parto, havia conservado ilesa sua virgindade, conservasse também sem corrupção alguma seu corpo depois da morte". Isto foi escrito no ano 749! Maria, assim como Jesus, não poderia ter seu corpo corrompido pela morte, já que este é um efeito do pecado e ela nunca pecou, como nos dizem os dogmas católicos.

"e para gozo e júbilo de toda a Igreja [...] pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial'

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