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História de Bíblia Católica

História da Bíblia Católica

Bíblia - um livro sagrado

Desde os primeiros tempos da humanidade, o ser humano faz uso de uma característica que é parte constituinte de sua existência: a capacidade para a espiritualidade. Essa capacidade deu origem a vários tipos de manifestações religiosas, nas mais diferentes culturas e nos lugares mais longínquos do planeta. Todas essas manifestações produziram registros, que foram passando pelos tempos, inicialmente de boca em boca, numa oralidade cuidadosamente guardada por pessoas que eram escolhidas para essa tarefa, em cada cultura e em cada manifestação religiosa. Quando o ser humano desenvolveu, enfim, a habilidade de registrar de forma escrita essas tradições, surgiram os Livros Sagrados. Eles são muitos e podem ser encontrados em cada uma das manifestações religiosas que o ser humano foi capaz de criar, e sobre eles existem muitos conhecimentos a serem explorados. A Bíblia é um desses muitos registros que são considerados como sagrados, e pertence a uma dessas muitas manifestações religiosas colecionadas pelo ser humano, a saber, o Cristianismo.

Outros Livros Sagrados além da Bíblia

De acordo com os conhecimentos das chamadas Ciências das Religiões, as principais religiões existentes no mundo são:

  • o Hinduísmo, que possui uma grande coleção de textos sagrados: os Vedas, compostos entre 1500 e 500 a.C.; os Upanishads, escritos entre 800 e 500 a.C.; os Puranas, redigidos entre 500 e 1000 d.C.; e outros, como o Bhagavad Gita, parte do Mahabharata, que é uma escritura hindu essencial para esta religião;
  • o Budismo, que tem como textos sagrados os Tripitaka e os Mahayana Sutras, escritos entre os séculos 1 a.C. e 5 d.C., em diferentes idiomas como o Pali e o sânscrito, e que apresentam a coleção de ensinamentos de Sidarta Gautama, o Buda, além de hinos, poesias e muitos escritos filosóficos;
  • o Judaísmo, cujos livros sagrados se chamam Tanakh, que é dividido em Torá, Nevi'im e Ketuvim, e começaram a ser escritos na época do rei Davi, por volta de 1000 a. C e foram definitivamente escritos no século II da era cristã; e Talmude, que é uma coleção de escritos de leis e tradições judaicas, compiladas entre o terceiro e sexto séculos;
  • o Cristianismo, que tem a Bíblia como livro sagrado, cujas origens exploraremos em seguida;
  • o Islamismo, para o qual os textos sagrados são o Alcorão, que é a palavra literal de Deus revelada ao Profeta Maomé, o Hadith, que traz relatos sobre os ensinamentos e ações do mesmo Profeta, e o Tafsir, a interpretação do Alcorão; Existem ainda outras grandes religiões e seus livros sagrados, sobre os quais se podem encontrar facilmente informações em outras fontes de pesquisa.

Origem da Bíblia Sagrada

Embora a Bíblia pertença à manifestação religiosa que conhecemos com o nome de Cristianismo, encontramos nela algumas influências de outras religiões. A mais explícita é a que advém do Judaísmo. Isto se explica pelo fato de que os primeiros discípulos do Mestre de Nazaré, figura central do Cristianismo, tenham sido, em sua grande maioria, judeus, como o próprio mestre era judeu, aliás. Na Bíblia, logo em seu início, encontramos o Pentateuco, ou seja, conjunto de cinco livros, que correspondem à Torá, que é um dos livros sagrados dos judeus. Esta grande tradição afirma que os livros Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, foram diretamente transmitidos a Moisés, ou são uma compilação dos ensinamentos dados diretamente por Deus ao grande profeta Moisés.

Como foi a seleção dos livros da Bíblia Sagrada?

A seleção de livros que compõem a Bíblia não foi um evento realizado de uma só vez: ela aconteceu ao longo de muitos séculos e foi realizada por pessoas que pertenciam a diferentes grupos de pessoas, culturas e povos. A lista oficial desses livros é chamada de 'cânon', uma palavra grega que significa decreto, regra, ou modelo a ser seguido. O cânon da Bíblia Sagrada é fruto das decisões de autoridades religiosas que iniciaram essa discussão já no terceiro e segundo séculos antes da era cristã, quando foram decididos quais seriam os livros que iriam fazer parte da Tanakh, a bíblia dos judeus. Esse cânon influenciou diretamente a escolha dos livros que iriam compor o Antigo Testamento, ou a primeira parte da Bíblia, e o critério que foi usado para defini-lo foram os seguintes: ter sido escrito na Terra Santa, somente em hebraico (não em aramaico, nem em grego), ter sido escrito entre os anos 455-428 a.C, ou seja, antes de Esdras, e não apresentar contradições com a contradições com a Torá ou Lei de Moisés.

Havia muitos outros livros que poderiam ter entrado no cânon, tanto no Antigo Testamento, quanto no Novo Testamento. Sobre a segunda parte da Bíblia Sagrada, o Novo Testamento, a discussão aconteceu nos concílios de Nicéia, no ano 325 d.C.; de Hipona, no ano 393; de Cartago II, em 397 e Cartago IV, em 419; de Trulos, em 692; e ainda nos concílios ecumênicos de Florença, em 1442; de, Trento, em 1546 e Vaticano I, no ano de 1870.

Diferenças entre diversas traduções da Bíblia Sagrada

Como vimos acima, a escolha do cânon oficial da Bíblia Sagrada foi uma tarefa difícil e demorada, realizada por diversas pessoas. Um dos resultados desse processo e da forma como foi realizado, é que nos dias de hoje contamos com diversas traduções do livro sagrado dos cristãos. Os concílios acima citados foram, em sua maioria, realizados antes dos eventos que fragmentaram o cristianismo e o tornaram como o vemos hoje. Uma das principais diferenças entre as traduções da Bíblia é a presença ou ausência de sete livros no Antigo Testamento. São eles: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1 Macabeus e 2 Macabeus, além de alguns fragmentos do livro de Ester (10,4-16,24) e Daniel (3,24-90; 13-14). Ainda é preciso considerar as diferenças de linguagens em cada língua para a qual esta compilação de livros foi traduzida, e as atualizações dessas mesmas línguas, que acabam por conferir ao texto enormes diferenças e várias possibilidades de interpretação. Por esta razão, é desejável conhecer as fontes e isto pode facilmente ser realizado através de pesquisas e estudos, nos dias de hoje, com a tecnologia que temos às mãos. Apesar dessas diferenças, a comunidade cristã, considerada como um todo, aprecia a Bíblia como um livro inspirado por Deus - a Palavra de Deus - utilizando-o para seus cultos, reuniões e liturgias, além de considerá-la como o guia maior a ser ouvido por cada seguidor e seguidora de Cristo.

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