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Origens

Laura Vicuña foi a filha mais velha do casamento de José Domingo Vicuña e Mercedes Pino. José era militar, pertencente a uma família nobre do Chile. Já sua mãe vinha de uma classe social mais baixa. Por isso, tal casamento não foi querido pela família do pai de Laura.

Perigo

No final do Século XIX, o Chile enfrentava uma Guerra Civil e também de Sucessão. Cláudio Vicuña, parente distante do pai de Laura, envolveu-se na disputa pelo poder, levando risco de perseguição e morte a toda a família. Por isso, vários membros da família tiveram que fugir para outros países.

Perda do pai

Em 1894, nasceu a a segunda filha do casal, chamada Júlia Amanda. Pouco tempo depois, o pai, José Domingo, veio a falecer. A mãe, Mercedes, ficou sem recursos, praticamente na miséria. Além disso, portanto o sobrenome Vicuña corria outros riscos. Por isso, as três mudaram-se para a Argentina, a fim de esconderem-se durante um certo tempo, até que os conflitos no Chile terminassem.

Primeiros anos na Argentina

Laura, sua mãe e sua irmã foram morar em perto de Neuquén, Argentina. Mercedes, mãe de Laura, procurou trabalho para o sustento da família e para poder pagar estudos das filhas. Procurando trabalho, chegou à estância de Quilquihué, que pertencia a Manuel Mora. Este, aproximou-se logo de Mercedes e pressionou-a para se tornar sua amante. Em troca, ele abrigaria as três na estância e pagaria o estudo das meninas. Sem outra alternativa, Mercedes aceitou.

Estudo e fé

Dessa maneira, Laura teve acesso ao colégio Las Hijas de María Auxiliadora (As Filhas de Maria Auxiliadora), que pertencia à Congregação Salesiana. Lá, ela foi instruída cultural e religiosamente. No dia dois de junho de 1901 ela fez sua primeira comunhão. Já neste momento, manifestou a vocação religiosa. Queria servir a Deus e afirmava disposição para entregar a vida para não pecar. E quis oferecer sua vida a Jesus e a Nossa Senhora pela conversão de sua mãe e de sua irmã. Dedicava-se à oração profunda desde menina.

Assédio do padrasto

Durante um período de férias escolares, Laura foi vítima de dois assédios violentos vindos de Manuel Mora. Laura, porém, resistiu. Em represália, Manuel deixou de pagar o estudo das meninas. Então, o Colégio Salesiano permitiu que elas continuassem estudando. Mas, Laura sofria com a situação de sua mãe e pensava que nada tinha feito para ajuda-la.

Sacrifício pela conversão da mãe

Certo dia, Laura decidiu entregar sua vida a Deus em troca da salvação de Mercedes, sua mãe. Dali a poucos meses, caiu doente. Numa outra visita à sua mãe, Manuel Mora a agrediu e feriu de morte. Mas antes de falecer Laura revela a sua mãe dizendo:

“Morro; eu mesma o pedi a Jesus. Faz dois anos que ofereci minha vida por ti, para pedir a graça de sua conversão, mamãe. Antes de morrer, terei a sorte de ver-te arrependida?”

Mercedes, chorando, respondeu: "Te juro que farei o que me pedes. Deus é testemunha de minha promessa." 

A pequena Laura deu um sorriso e disse: "Graças, Jesus! Graças, Maria! Adeus, mamãe! Agora morro contente!" Em seguida, Laura entregou sua alma a Deus.

O futuro da mãe

Depois da morte de Laura, sua mãe, Mercedes, ficou escondida por um tempo na Argentina. Depois, mudou-se para Temuco. No ano 1906, voltou para Junín de los Andes. Lá, sua filha Amanda se casou com um jovem chamado Horácio Jones. Amanda tinha apenas 12 anos. Com o casamento de Amanda, Mercedes mudou-se para Freire. Lá, casou-se no civil e na igreja com um homem chamado Malitón Parra. Este, era honesto, justo e trabalhador. Mercedes e seu marido viveram 23 anos juntos. Ela faleceu em 1929.

Veneração e milagre

Os restos mortais de Laura Vicuña, permaneceram no cemitério de Neuquén de 1937 a 1958. Depois, foram trasladados para Bahía Blanca, onde estão até hoje. As salesianas encarregaram-se do seu processo de canonização nos anos 1950. Em 1986, Laura Vicuña foi oficialmente declarada Venerável. Em 1955 um milagre aconteceu em favor da freira Ofélia del Carmen Arellano, desenganada por problemas pulmonares e curada sem explicação científica, pela intercessão de Laura Vicuña. Este milagre impulsionou sua causa de beatificação que, de fato, aconteceu em 1988 através do Papa João Paulo II.

Santuário

Na cidade de Santiago, capital do Chile, foi construído o Santuário dedicado à Beata Laura Vicuña. Ele ocupa uma área de 30 hectares e fica aos pés do Cerro Renca. Também na cidade de Junín de los Andes foi restaurada uma igreja e dedicada a ela em 1999.

Oração à Beata Laura Vicuña

“Ó Beata Laura Vicuña, tu que viveste até o heroísmo sua configuração a Cristo, acolhe a nossa confiante oração. Obtende as graças de que necessitamos e ajudai-nos a aderir com coração puro e doce à Vontade do Pai. Doa às nossas famílias a paz e a fidelidade. Faz com que mesmo na nossa vida, assim como na tua, resplandeçam fé coerente, pureza corajosa, caridade atenta e solícita para o bem dos irmãos. Amém.”

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