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Origens

Não se sabe muito sobre a vida de Santa Valentina. Sabe-se que ela demonstrou grande compaixão e heroísmo a ponto de entregar sua vida para sofrer e morrer junto a outra mulher cristã chamada Thea. As duas foram martirizadas na Palestina, no tempo do imperador Maximino, entre 308 e 313. Seu ato de heroísmo e amor é narrado por um grande Padre da Igreja chamado Eusébio de Cesaréia, no Capítulo 8 de seu livro sobre os Mártires da Palestina.

Martírio em massa

Eusébio de Cesaréia narra o martírio de grande número de cristãos provenientes do Egito, que foram deportados para a Palestina. Contaram noventa e sete homens além de suas esposas e filhos. Na terra de Israel foram torturados com muita crueldade a mando do governador, chamado Firmiliano. Todos tiveram seu olho direito arrancado e os tendões do pé esquerdo cortados. Depois disso, foram obrigados a trabalhos forçados como escravos.

Cristãos solidários no sofrimento

O mesmo tormento aconteceu a uns cristãos de Gaza, que foram presos enquanto celebravam a Eucaristia. E aconteceu que, quando alguns cristãos de Cesareia presenciaram esse triste espetáculo, decidiram se unir aos cristãos presos para sofrerem também com eles. Eusébio destaca alguns que sofreram ainda mais que os outros. Entre eles, duas mulheres.

Heroínas cristãs

O testemunho de Eusébio é impressionante: “Uma cristã chamada Thea, mulher segundo o corpo, porém, viril por sua valentia e coragem, enfrentou o tirano cara a cara. Por isso, foi flagelada e submetida a tormentos terríveis. Depois, seria obrigada a prostituir-se.” Enquanto Thea era torturada, outra mulher não suportou assistir a esse espetáculo cruel. Chamava-se Valentina. Ela foi até o governador e gritou: “Por quê tratas com tanta crueldade esta minha irmã? Queres torturar a mim como esta jovem?” Então, levaram-na até o altar e forçaram-na a oferecer sacrifícios aos deuses pagãos. Valentina, porém, derrubou o braseiro com um chute. Por isso, os soldados a jogaram sobre as brasas para ser queimada.

Torturas

Valentina resistia bravamente como se nada lhe tivesse acontecido. Por isso, os cristãos uniram seu ato de valentia a seu nome, que significa “A Valente”. Então, passaram a tortura-la junto com Thea. Em seguida, elas foram queimadas vivas.

Quando sou fraco, então é que sou forte

Eusébio escreveu que as duas eram virgens, franzinas, de aparência pouco atraente. Porém, a coragem e a fé fez dessas duas mulheres pessoas impressionantes, com uma firmeza de caráter e de espírito acima de seus companheiros. Eusébio afirmou que Thea era originária de Gaza, e Valentina vinha de Cesareia. Santa Valentina, diz ele, era uma mulher bastante conhecida na cidade e sua morte causou grande consternação entre o povo.

Protetora da mulher cristã

Por causa de seu ato de valentia ao defender sua companheira e irmã de fé, Santa Valentina passou a ser invocada como protetora da mulher cristã. E esta devoção faz todo sentido. Afinal, Santa Valentina decidiu acompanhar sua irmã de fé no sofrimento com tal amor, a ponto de entregar sua vida para solidarizar-se com ela.

Oração a Santa Valentina

“Ó Deus, que destes a santa Valentina o amor, a compaixão e a coragem de enfrentar o sofrimento e a morte para defender e permanecer ao lado de sua irmã de fé, dai também a nós a graça de tal compaixão, amor e coragem. E que possamos contar com a intercessão de Santa Valentina nos momentos mais difíceis da vida. Por Nosso senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, Amém. Santa Valentina, rogai por nós.”

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